terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Curta Metragem "VIDA MARIA"



Assista agora em: 
Sinopse:
" Maria José, uma menina de 5 anos de idade, é levada a largar os estudos para trabalhar. Enquanto trabalha, ela cresce, casa, tem filhos, envelhece.
"VIDA MARIA" é um projeto premiado no "3o. PRÊMIO CEARÁ DE CINEMA E VÍDEO", realizado pelo Governo do Estado do Ceará.
Produzido em computação gráfica 3D e finalizado em 35mm, o curta-metragem mostra personagens e cenários modelados com texturas e cores pesquisadas e capturadas no Sertão Cearense, no Nordeste do Brasil, criando uma atmosfera realista e humanizada."
Ficha técnica
Produção: Joelma Ramos, Márcio Ramos
Edição: Márcio Ramos
Direção de Arte: Márcio Ramos
Edição de som: Márcio Ramos
Gênero: Animação
Diretor: Márcio Ramos
Duração: 9 min Ano: 2006
País: Brasil Local de Produção: CE
A animação recebeu diversos prêmios:
10 Melhores Curtas Brasileiros do Público no Festival Internacional de Curtas de São Paulo em 2007
2º Lugar - Melhor Animação Brasileira no Anima Mundi em 2007
2º Lugar - Melhor Primeira Obra no Anima Mundi em 2007
Melhor Animação no FAM - Florianópolis em 2007
Melhor Animação no FestCine Amazônia em 2007
Melhor Animação no Festival de Cinema e Vídeo de Santa Cruz das Palmeiras em 2008
Melhor Animação no Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano em 2007
Melhor Animação no Tudo sobre Mulheres em 2007
Melhor Animação Internacional no FeSanCor - Festival Chileno Internacional del Cortometraje de Santiago em 2007
Melhor Curta Brasileiro - Fundação Demócrito Rocha no Cine Ceará em 2007
Melhor Curta Metragem Hispano-Brasileiro no Festival Premis Tirant em 2008
Melhor direção no Festival Guarnicê de Cinema do Maranhão em 2007
Melhor Filme no Amazonas Film Festival em 2007
Melhor Filme no Cine Ceará em 2007
Melhor Filme no Cine PE em 2007
Melhor Filme no Curta Canoa em 2007
Melhor Filme no ENTRETODOS - Festival de Curtas-Metragem de Direitos Humanos em 2007
Melhor Filme no Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual em 2008
Melhor Filme no Festival de Cinema na Floresta em 2008
Melhor Filme no Festival de Cuiabá em 2007
Melhor Filme no Festival do Paraná de Cinema Brasileiro e Latino em 2007
Melhor Filme no Jornada Internacional de Cinema da Bahia em 2007
Melhor Filme - Júri Popular no Curta Lençóis - Festival Regional de Cine-Vídeo nos Lençóis Maranhenses em 2008
Melhor Filme - Júri Popular no Festival de Cuiabá em 2007
Melhor Filme - Júri Popular no Mostra de Cinema de Tiradentes em 2007
Melhor Filme - Júri Popular no Primeiro Plano - Festival de Cinema de Juiz de Fora em 2007
Melhor Filme - Júri Popular no Vitória Cine Vídeo em 2007
Melhor Filme Animação no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2008
Melhor Filme Nordestino no Curta-se - Festival Luso-Brasileiro de Curtas Metragens de Sergipe em 2007
Melhor Roteiro no Cine PE em 2007
Melhor Roteiro no Granimado Festival Brasileiro de Animação em 2007
Melhor Trilha Sonora no Cine PE em 2007
Melhor Trilha Sonora no Granimado Festival Brasileiro de Animação em 2007
Menção Honrosa no Curta Lençóis - Festival Regional de Cine-Vídeo nos Lençóis Maranhenses em 2008
Menção Honrosa de Melhor Curta Internacional no Cleveland International Film Festival em 2007
Prêmio ABD e C no Curta Cinema em 2006
Prêmio aquisição Canal Brasil no Cine Ceará em 2007
Prêmio BNB de Cinema no Cine Ceará em 2007
Prêmio BNB de Cinema no Cine PE em 2007
Prêmio BNB de Cinema no Curta-se - Festival Luso-Brasileiro de Curtas Metragens de Sergipe em 2007
Prêmio da Crítica no Cine PE em 2007
Prêmio Especial no Anima Mundi em 2007
Prêmio Especial do Júri no FIC BRASILIA - Festival Internacional de Cinema de Brasília em 2007
Prêmio Unibanco de Cinema no Festival Internacional de Curtas de São Paulo em 2007

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A Cor do Paraíso

Título original: The Color of Paradise
Gênero: Drama
Direção: Majid Majidii
Roteiro: Majid Majidi
Elenco: Elham Sharifi, Farahnaz Safari, Hossein Mahjoob, Mohsen Ramezani, Salime Feizi
Produção: Mehdi Karimi
Fotografia: Mohammad Davudi
Trilha Sonora: Keivan Jahanshahi
Duração: 90 min.
Ano: 1999


A Cor do Paraíso
O filme relata a história de Mohammad, um menino cego que estuda em um colégio interno específico para garotos portadores dessa deficiência. Com a chegada das férias os alunos retornam para casa, seu pai, Hashem é o ultimo a chegar.  Depois de uma longa conversa com o professor o pai contra sua vontade resolve levar o garoto para casa, planejando mantê-lo oculto de sua vizinhança, temendo que a presença de um filho cego pudesse atrapalhar seu casamento que estava prestes a acontecer.
O garoto é muito bem acolhido pela sua avó e irmãs. Ele deseja ir a escola com as irmãs, mas seu pai o proíbe. Devido sua tristeza a avó decide leva-lo, lá se mostra mais avançado nos estudos que as demais crianças. Seu pai percebendo que não conseguiria escondê-lo, o leva para morar com um carpinteiro também cego.
 A avó entra em uma profunda tristeza e falece, a família da noiva diz que a morte é um mau presságio por isso rompe o compromisso.

Percebendo o caos que cerca sua família o pai decide buscar seu filho, porém ao voltar para casa o menino se desiquilibra e cai de uma ponte, o pai pensa por alguns segundos se deve ou não salvar o menino, e se atira atrás do garoto sem sucesso, os dois acabam em uma praia. O pai em desespero pega a criança inerte no colo, uma luz paira sobre a mão do garoto que começa a mexer com os dedos, assim o filme termina deixando várias possibilidades de interpretação.








Despertar de uma paixão


Título original: The Painted Veil
Ano: 2007
Direção: John Curran
Gênero: Drama, Romance
País: EUA, China, Canadá
Roteiro Ron Nyswaner
Elenco: Naomi Watts, Edward Norton, Lieve Schreiber
Duração: 125 min.

Despertar de uma Paixão


O filme se passa na década de 1920. Walter Fane é um médico de classse média alta , que se casa com Kitty. O casamento ocorre por motivos errados. Kitty, tem um caso com outra pessoa, o marido descobrindo a infidelidade, se vinga aceitando um emprego em uma pequena vola da China que sofre uma epidemia fatal. Eles partem em uma jornada que muda o relacionamento existente entre os dois.







Filhos do Paraíso

Título original:  Bacheha- Ye Aseman
Ano: 1997
Direção: Majid Majidi
Gênero: Drama
País: Irã
Roteiro:
Elenco: Mohammad Amir Naji. Mir Farrokh Hashemian, Bahare Seddiqi.
Duração: 1h28m


Filhos do Paraíso

Os sapatos de Zahra foram concertados, Ali seu irmão é o responsável por buscá-los, e em meio a outras preocupações acaba os perdendo. Após procurar sem sucesso, as crianças decidem revezar o sapato de Ali, um tênis sujo e surrado. Percebe-se no filme a impossibilidade das crianças conversarem com os pais e dividirem com eles seus problemas que tentam resolver sozinhos. São dois mundos que pouco se comunicam. A família vive problemas econômicos. Possuem uma vida pobre, com falta de alimentos e dificuldade para pagar o aluguel. A mãe das crianças é uma mulher doente. Porém, tenta ajudar no orçamento doméstico, lavando tapetes. O pai é um homem religioso que trabalha servindo chá na mesquita. Sua honestidade fica evidente quando ele se recusa a utilizar o açúcar da mesquita, que tem em casa, para abastecer a família. Por trás da rudeza, esconde ternura e preocupação com sua mulher e filhos. É um  homem muito correto e exigente, mas distante. A infância é uma realidade distante dessas crianças.






Ficha técnica
Título original: Buda as sharm foru rikht
Ano: 2007
Direção: Hana Makhmalbaf
Gênero: Drama
País: Irã
Roteiro: Marzieh Makhmalbaf
Elenco: Abbas Alijome, Nikbakht Noruz, Abdolali Hoseinali

Duração: 81 min.


             




E Buda Desabou de Vergonha

O filme conta a história de Baktay, uma menina de 6 anos que mora com sua família na cidade de Bamian que teve seus tesouros locais como estatuas de Buda destruídos pelos Talibãs. A garota percebendo que seus vizinhos sabem lê, sente a necessidade de estudar e faz de tudo para se matricular em uma escola para meninas na outra margem do rio. Quando segue para a escola se depara com um grupo de garotos habituados as brincadeiras de guerra, que resolvem mantê-la de refém. O filme é simples, mas trata de um tema tão forte como a guerra, e um sistema que aprisiona, tortura e mata. "E Buda Desabou de Vergonha é um filme sobre inocência em meio a violência, é sobre crianças com poucas alternativas ou quase nenhuma. É uma joia rara do cinema.”.
Ficha técnica
Título original: Taare Zameen Par
Ano: 2008.
Direção: Aamir Khan
Gênero: Drama
País: Índia
Roteiro:  Amole Gupte
Duração: 165 minutos






         




   Como Estrelas na Terra



Ishaan Awasthi é um menino de 9 anos que  sofre de dislexia, estuda em uma escola normal e repetiu o terceiro período e está prestes a repeti-lo novamente . O menino diz que as letras dançam em sua frente, não conseguindo acompanhar as aulas ou prestar a atenção. Seu pai o trata com rudez, acreditando que ele seja indisciplinado. O pai é chamado na escola e decide levar o filho a um internato. O menino fica deprimido, sente a falta da mãe, do irmão mais velho e da sua antiga vida.  O internato tem como filosofia "Disciplinar Cavalos Selvagens".  Mas quando menos se espera, um professor substituto, surge com uma metodologia própria de ensino, diferente das tradicionais e rigorosas normas da escola. Ao ver Ishaan, o professor percebe que o menino sofre de dislexia e decide ajudá-lo, tirando o garoto do abismo no qual se encontrava.


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Nenhum a Menos

Nenhum a Menos
Ficha Técnica:
Título: Nenhum a menos
Título original: Not One Less
Ano: 1998
País de origem: China
Direção: Yimou Zhang
Roteiro: Shi Xiangsheng
Fotografia: Hou Yong
Elenco: Minzhi Wei, Zhang Huike, Tian Zhenda, Gao Enman, Sun Zhimei.




“Este filme, protagonizado por atores amadores, com as falas, principalmente as infantis, improvisadas, realça o realismo do enredo, que muitas vezes é a perfeita tradução da própria existência dos intérpretes. O resultado é tão criativo, rico e transbordante de emoção, que a obra conquistou o prêmio de melhor filme do Festival de Veneza de 1999. Aliás, o segundo do diretor, que já havia conquistado o Leão de Ouro por sua criação anterior, A História de Qiu Ju.”( Infoescola)
O filme demonstra as condições da educação na zona rural da China. A história se passa na pequena e distante aldeia de Shuiquan, um local extremamente pobre, árido, quase desértico. A escola primária do local se apresenta precária, com recursos reduzidos, onde Gao, o professor responsável pela escola, se vê obrigado a reservar um giz para cada dia letivo.
Gao, em determinado momento, necessita se ausentar durante um mês, para cuidar de sua mãe que está doente. O prefeito, não consegue encontrar nenhum substituto que aceite trabalhar sob aquelas condições. A única solução foi contratar  uma garota de 13 anos chamada Wei Minzhi. A garota cursou apenas o primário não possuindo habilidades para ensinar aos alunos. Durante o tempo em que permanecera na escola, que era também sua morada temporária, a qual dividira com mais alguns alunos.
Preocupado com a grande evasão escolar, Gao instrui a garota a não deixar que nenhum aluno abandone os estudos, prometendo-lhe 10 yuans extras em pagamento, caso encontre a mesma quantidade de alunos que deixou. Perdida em meio às crianças, Wei faz tudo para manter os alunos na escola.

Zhang Huike, um de seus alunos, filho de família pobre, endividada, órfão de pai, é obrigado a deixar a escola e ir para a cidade trabalhar. Inconformada e acreditando poder encontrar o menino professora inicia o trajeto até chegar a desconhecida cidade. De repente, a garota percebe que está sozinha tendo a fome e a solidão como companheiras. Wei se entrega a esse resgate e mesmo passando por situações difíceis não desiste, conseguindo mais do que esperava.




Abril Despedaçado

Abril despedaçado
Ficha Técnica:
Abril Despedaçado.
País: Brasil/Suíça/França,
Ano de produção: 2001.
Duração:99 min.,
Gênero: drama;
Direção de Walter Salles,
Roteiro de Walter Salles, Sérgio Machado e Karim Ainouz;
Elenco: Rodrigo Santoro, José Dumont, Flávia Marco Antônio, Ravi Ramos Lacerda, Rita Assemany, Everaldo Pontes e Othon Bastos;
Produção: Arthur Cohn; Fotografia: Walter Carvalho;
Trilha Sonora: Antonio Pinto.(Ribeiro e Barbosa, 2011

Abril Despedaçado (2001) foi inspirado no livro homônimo do escritor albanês Ismail Kadaré, que narra um processo de vingança  existente há séculos no norte da Albânia, no qual famílias inteiras exterminam-se, guiadas pelos códigos de honra estabelecidos pelo Kanun, “um complexo código em forma de livro, cujo conteúdo é mais poderoso do que as leis oficiais. Sua lei máxima é uma lei ancestral: sangue se paga com sangue.” (LIMA, 2008, apud MONTEIRO, 2014, p. 2).
O livro foi adaptado por Walter Salles para as tradicionais guerras de sangue entre famílias nordestinas, que também se exterminam por ganância, disputas de terras e de poder local, existentes historicamente no Brasil, na ausência da ação do Estado.  A cobrança de sangue se dá entre a família dos Breves e a dos Ferreiras. Os Breves são latifundiários ligados à monocultura da cana de açúcar, que entrou em decadência com o fim da escravidão no final do século XIX (LIMA, 2008, apud MONTEIRO, 2014). Os Ferreiras, seus rivais, são latifundiários em expansão, criadores de gado, portanto, com uma posição social mais elevada.
Abril despedaçado se passa entre fevereiro e abril de 1910, em Riacho das Almas, um lugarejo no interior do Nordeste Brasileiro. O filme traz a tona, o conflito vivido por duas famílias do interior do nordeste (Breves e Ferreira), devido a uma disputa que vai além da luta pela posse de terras. Uma guerra que se perpetua por várias gerações. Nessa história são apresentados valores que definiam a honra ou não das famílias, nesse local haviam leis próprias diferenciadas do resto do país, era a “lei do olho por olho”.
Tonho, personagem vivido por Rodrigo Santoro, tem seu irmão mais velho morto, e se sente angustiado, pois como já era regra quando a mancha de sangue na camisa amarelasse deveria vingar a morte de seu irmão.
Sabendo que será marcado para morrer, Tonho cumpre com sua obrigação e mata o assassino. Em meio a essas angustias passa a questionar essa tradição da qual se torna refém. No contexto da história percebe-se a pobreza do sertão e a exploração. Para sua sobrevivência, a família produzia e comercializava rapaduras, onde o dono da venda pagava menos do que o produto valia.

O filho mais novo chamado de “Minino”, pois não possuía nome, era forçado pelo pai a trabalhar, apanhava, era proibido de brincar, e presenciou o assassinato do irmão, evidenciando a violência contra a infância. Foi ele, no entanto, que libertou Tonho da morte e provocou a ruptura da tradição de sangue entre as famílias, com sua própria morte, uma vez que era a consciência libertadora, no filme. Era ele quem narrava o filme, questionando aquela tradição insana e estimulando ao irmão a fugir, como Tonho não o fez, ele ocupa o lugar do irmão e é, por engano, assassinado em seu lugar por um Ferreira.  Como o código de honra prescreve que a vingança só pode ser feita contra aquele que matou, produz-se a ruptura na entre as famílias.