terça-feira, 3 de março de 2015
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Curta Metragem "VIDA MARIA"
Assista agora em:
Sinopse:
" Maria José, uma menina de 5 anos de idade, é levada a largar os estudos para trabalhar. Enquanto trabalha, ela cresce, casa, tem filhos, envelhece.
"VIDA MARIA" é um projeto premiado no "3o. PRÊMIO CEARÁ DE CINEMA E VÍDEO", realizado pelo Governo do Estado do Ceará.
Produzido em computação gráfica 3D e finalizado em 35mm, o curta-metragem mostra personagens e cenários modelados com texturas e cores pesquisadas e capturadas no Sertão Cearense, no Nordeste do Brasil, criando uma atmosfera realista e humanizada."
" Maria José, uma menina de 5 anos de idade, é levada a largar os estudos para trabalhar. Enquanto trabalha, ela cresce, casa, tem filhos, envelhece.
"VIDA MARIA" é um projeto premiado no "3o. PRÊMIO CEARÁ DE CINEMA E VÍDEO", realizado pelo Governo do Estado do Ceará.
Produzido em computação gráfica 3D e finalizado em 35mm, o curta-metragem mostra personagens e cenários modelados com texturas e cores pesquisadas e capturadas no Sertão Cearense, no Nordeste do Brasil, criando uma atmosfera realista e humanizada."
Ficha técnica
Produção: Joelma Ramos, Márcio Ramos
Edição: Márcio Ramos
Direção de Arte: Márcio Ramos
Edição de som: Márcio Ramos
Gênero: Animação
Diretor: Márcio Ramos
Duração: 9 min Ano: 2006
País: Brasil Local de Produção: CE
Produção: Joelma Ramos, Márcio Ramos
Edição: Márcio Ramos
Direção de Arte: Márcio Ramos
Edição de som: Márcio Ramos
Gênero: Animação
Diretor: Márcio Ramos
Duração: 9 min Ano: 2006
País: Brasil Local de Produção: CE
A animação recebeu diversos prêmios:
10 Melhores Curtas Brasileiros do Público no Festival Internacional de Curtas de São Paulo em 2007
2º Lugar - Melhor Animação Brasileira no Anima Mundi em 2007
2º Lugar - Melhor Primeira Obra no Anima Mundi em 2007
Melhor Animação no FAM - Florianópolis em 2007
Melhor Animação no FestCine Amazônia em 2007
Melhor Animação no Festival de Cinema e Vídeo de Santa Cruz das Palmeiras em 2008
Melhor Animação no Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano em 2007
Melhor Animação no Tudo sobre Mulheres em 2007
Melhor Animação Internacional no FeSanCor - Festival Chileno Internacional del Cortometraje de Santiago em 2007
Melhor Curta Brasileiro - Fundação Demócrito Rocha no Cine Ceará em 2007
Melhor Curta Metragem Hispano-Brasileiro no Festival Premis Tirant em 2008
Melhor direção no Festival Guarnicê de Cinema do Maranhão em 2007
Melhor Filme no Amazonas Film Festival em 2007
Melhor Filme no Cine Ceará em 2007
Melhor Filme no Cine PE em 2007
Melhor Filme no Curta Canoa em 2007
Melhor Filme no ENTRETODOS - Festival de Curtas-Metragem de Direitos Humanos em 2007
Melhor Filme no Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual em 2008
Melhor Filme no Festival de Cinema na Floresta em 2008
Melhor Filme no Festival de Cuiabá em 2007
Melhor Filme no Festival do Paraná de Cinema Brasileiro e Latino em 2007
Melhor Filme no Jornada Internacional de Cinema da Bahia em 2007
Melhor Filme - Júri Popular no Curta Lençóis - Festival Regional de Cine-Vídeo nos Lençóis Maranhenses em 2008
Melhor Filme - Júri Popular no Festival de Cuiabá em 2007
Melhor Filme - Júri Popular no Mostra de Cinema de Tiradentes em 2007
Melhor Filme - Júri Popular no Primeiro Plano - Festival de Cinema de Juiz de Fora em 2007
Melhor Filme - Júri Popular no Vitória Cine Vídeo em 2007
Melhor Filme Animação no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2008
Melhor Filme Nordestino no Curta-se - Festival Luso-Brasileiro de Curtas Metragens de Sergipe em 2007
Melhor Roteiro no Cine PE em 2007
Melhor Roteiro no Granimado Festival Brasileiro de Animação em 2007
Melhor Trilha Sonora no Cine PE em 2007
Melhor Trilha Sonora no Granimado Festival Brasileiro de Animação em 2007
Menção Honrosa no Curta Lençóis - Festival Regional de Cine-Vídeo nos Lençóis Maranhenses em 2008
Menção Honrosa de Melhor Curta Internacional no Cleveland International Film Festival em 2007
Prêmio ABD e C no Curta Cinema em 2006
Prêmio aquisição Canal Brasil no Cine Ceará em 2007
Prêmio BNB de Cinema no Cine Ceará em 2007
Prêmio BNB de Cinema no Cine PE em 2007
Prêmio BNB de Cinema no Curta-se - Festival Luso-Brasileiro de Curtas Metragens de Sergipe em 2007
Prêmio da Crítica no Cine PE em 2007
Prêmio Especial no Anima Mundi em 2007
Prêmio Especial do Júri no FIC BRASILIA - Festival Internacional de Cinema de Brasília em 2007
Prêmio Unibanco de Cinema no Festival Internacional de Curtas de São Paulo em 2007
2º Lugar - Melhor Animação Brasileira no Anima Mundi em 2007
2º Lugar - Melhor Primeira Obra no Anima Mundi em 2007
Melhor Animação no FAM - Florianópolis em 2007
Melhor Animação no FestCine Amazônia em 2007
Melhor Animação no Festival de Cinema e Vídeo de Santa Cruz das Palmeiras em 2008
Melhor Animação no Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano em 2007
Melhor Animação no Tudo sobre Mulheres em 2007
Melhor Animação Internacional no FeSanCor - Festival Chileno Internacional del Cortometraje de Santiago em 2007
Melhor Curta Brasileiro - Fundação Demócrito Rocha no Cine Ceará em 2007
Melhor Curta Metragem Hispano-Brasileiro no Festival Premis Tirant em 2008
Melhor direção no Festival Guarnicê de Cinema do Maranhão em 2007
Melhor Filme no Amazonas Film Festival em 2007
Melhor Filme no Cine Ceará em 2007
Melhor Filme no Cine PE em 2007
Melhor Filme no Curta Canoa em 2007
Melhor Filme no ENTRETODOS - Festival de Curtas-Metragem de Direitos Humanos em 2007
Melhor Filme no Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual em 2008
Melhor Filme no Festival de Cinema na Floresta em 2008
Melhor Filme no Festival de Cuiabá em 2007
Melhor Filme no Festival do Paraná de Cinema Brasileiro e Latino em 2007
Melhor Filme no Jornada Internacional de Cinema da Bahia em 2007
Melhor Filme - Júri Popular no Curta Lençóis - Festival Regional de Cine-Vídeo nos Lençóis Maranhenses em 2008
Melhor Filme - Júri Popular no Festival de Cuiabá em 2007
Melhor Filme - Júri Popular no Mostra de Cinema de Tiradentes em 2007
Melhor Filme - Júri Popular no Primeiro Plano - Festival de Cinema de Juiz de Fora em 2007
Melhor Filme - Júri Popular no Vitória Cine Vídeo em 2007
Melhor Filme Animação no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2008
Melhor Filme Nordestino no Curta-se - Festival Luso-Brasileiro de Curtas Metragens de Sergipe em 2007
Melhor Roteiro no Cine PE em 2007
Melhor Roteiro no Granimado Festival Brasileiro de Animação em 2007
Melhor Trilha Sonora no Cine PE em 2007
Melhor Trilha Sonora no Granimado Festival Brasileiro de Animação em 2007
Menção Honrosa no Curta Lençóis - Festival Regional de Cine-Vídeo nos Lençóis Maranhenses em 2008
Menção Honrosa de Melhor Curta Internacional no Cleveland International Film Festival em 2007
Prêmio ABD e C no Curta Cinema em 2006
Prêmio aquisição Canal Brasil no Cine Ceará em 2007
Prêmio BNB de Cinema no Cine Ceará em 2007
Prêmio BNB de Cinema no Cine PE em 2007
Prêmio BNB de Cinema no Curta-se - Festival Luso-Brasileiro de Curtas Metragens de Sergipe em 2007
Prêmio da Crítica no Cine PE em 2007
Prêmio Especial no Anima Mundi em 2007
Prêmio Especial do Júri no FIC BRASILIA - Festival Internacional de Cinema de Brasília em 2007
Prêmio Unibanco de Cinema no Festival Internacional de Curtas de São Paulo em 2007
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
A Cor do Paraíso
Título
original: The Color of Paradise
Gênero: Drama
Direção: Majid Majidii
Roteiro: Majid Majidi
Elenco: Elham Sharifi,
Farahnaz Safari, Hossein Mahjoob, Mohsen Ramezani, Salime Feizi
Produção: Mehdi Karimi
Fotografia: Mohammad Davudi
Trilha
Sonora: Keivan Jahanshahi
Duração: 90 min.
Ano: 1999
A
Cor do Paraíso
O
filme relata a história de Mohammad,
um menino cego que estuda em um colégio interno específico para garotos
portadores dessa deficiência. Com a chegada das férias os alunos retornam para
casa, seu pai, Hashem é o
ultimo a chegar. Depois de uma longa
conversa com o professor o pai contra sua vontade resolve levar o garoto para
casa, planejando mantê-lo oculto de sua vizinhança, temendo que a presença de
um filho cego pudesse atrapalhar seu casamento que estava prestes a acontecer.
O
garoto é muito bem acolhido pela sua avó e irmãs. Ele deseja ir a escola com as
irmãs, mas seu pai o proíbe. Devido sua tristeza a avó decide leva-lo, lá se
mostra mais avançado nos estudos que as demais crianças. Seu pai percebendo que
não conseguiria escondê-lo, o leva para morar com um carpinteiro também cego.
A avó entra em uma profunda tristeza e falece,
a família da noiva diz que a morte é um mau presságio por isso rompe o
compromisso.
Percebendo
o caos que cerca sua família o pai decide buscar seu filho, porém ao voltar
para casa o menino se desiquilibra e cai de uma ponte, o pai pensa por alguns
segundos se deve ou não salvar o menino, e se atira atrás do garoto sem
sucesso, os dois acabam em uma praia. O pai em desespero pega a criança inerte no colo, uma luz paira sobre a
mão do garoto que começa a mexer com os dedos, assim o filme termina deixando
várias possibilidades de interpretação.
Despertar de uma paixão
Título original: The
Painted Veil
Ano: 2007
Direção: John Curran
Gênero: Drama, Romance
País: EUA, China, Canadá
Roteiro Ron Nyswaner
Elenco: Naomi Watts, Edward Norton, Lieve Schreiber
Duração: 125
min.
Despertar de uma
Paixão
O filme se passa na década
de 1920. Walter Fane é um médico de classse média alta , que se casa com Kitty.
O casamento ocorre por motivos errados. Kitty, tem um caso com outra pessoa, o
marido descobrindo a infidelidade, se vinga aceitando um emprego em uma pequena
vola da China que sofre uma epidemia fatal. Eles partem em uma jornada que muda
o relacionamento existente entre os dois.
Filhos do Paraíso
Título original: Bacheha- Ye Aseman
Ano: 1997
Direção: Majid Majidi
Gênero: Drama
País: Irã
Roteiro:
Elenco: Mohammad Amir Naji. Mir
Farrokh Hashemian, Bahare Seddiqi.
Duração:
1h28m
Filhos do Paraíso
Os sapatos de Zahra foram
concertados, Ali seu irmão é o responsável por buscá-los, e em meio a outras
preocupações acaba os perdendo. Após procurar sem sucesso, as crianças decidem
revezar o sapato de Ali, um tênis sujo e surrado. Percebe-se no filme a
impossibilidade das crianças conversarem com os pais e dividirem com eles seus
problemas que tentam resolver sozinhos. São dois mundos que pouco se comunicam.
A família vive problemas econômicos. Possuem uma vida pobre, com falta de
alimentos e dificuldade para pagar o aluguel. A mãe das crianças é uma mulher
doente. Porém, tenta ajudar no orçamento doméstico, lavando tapetes. O pai é um
homem religioso que trabalha servindo chá na mesquita. Sua honestidade fica
evidente quando ele se recusa a utilizar o açúcar da mesquita, que tem em casa,
para abastecer a família. Por trás da rudeza, esconde ternura e preocupação com
sua mulher e filhos. É um homem muito
correto e exigente, mas distante. A infância é uma realidade distante dessas
crianças.
Ficha
técnica
Título original: Buda as sharm foru rikht
Ano: 2007
Direção: Hana Makhmalbaf
Gênero: Drama
País: Irã
Roteiro: Marzieh
Makhmalbaf
Elenco: Abbas Alijome, Nikbakht
Noruz, Abdolali Hoseinali
Duração: 81 min.
E Buda Desabou de Vergonha
O filme conta a história de Baktay, uma menina de 6 anos que mora com
sua família na cidade de Bamian que teve seus tesouros locais como estatuas de
Buda destruídos pelos Talibãs. A garota percebendo que seus vizinhos sabem lê,
sente a necessidade de estudar e faz de tudo para se matricular em uma escola
para meninas na outra margem do rio. Quando segue para a escola se depara com
um grupo de garotos habituados as brincadeiras de guerra, que resolvem mantê-la
de refém. O filme é simples, mas trata de um tema tão forte como a guerra, e um
sistema que aprisiona, tortura e mata. "E Buda Desabou
de Vergonha é um filme sobre inocência em meio a violência, é sobre crianças
com poucas alternativas ou quase nenhuma. É uma joia rara do cinema.”.
Ficha
técnica
Título original: Taare Zameen Par
Ano: 2008.
Direção: Aamir Khan
Gênero: Drama
País: Índia
Roteiro: Amole Gupte
Elenco: Darsheel
Safary, Aamir Khan, Tisca Chopra, Vipin Sharma, Sachet
Engineer, Tanay Chheda M.K. Raina Lalita Lajmi.
Duração: 165 minutos
Como Estrelas na
Terra
Ishaan Awasthi é um menino de 9 anos que sofre de dislexia, estuda em uma escola normal
e repetiu o terceiro período e está prestes a repeti-lo novamente . O menino
diz que as letras dançam em sua frente, não conseguindo acompanhar as aulas ou
prestar a atenção. Seu pai o trata com rudez, acreditando que ele seja
indisciplinado. O pai é chamado na escola e decide levar o filho
a um internato. O menino fica deprimido, sente a falta da mãe, do irmão mais
velho e da sua antiga vida. O internato
tem como filosofia "Disciplinar Cavalos Selvagens". Mas quando menos se espera, um professor
substituto, surge com uma metodologia própria de ensino, diferente das
tradicionais e rigorosas normas da escola. Ao ver Ishaan, o professor percebe
que o menino sofre de dislexia e decide ajudá-lo, tirando o garoto do abismo no
qual se encontrava.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Nenhum a Menos
Nenhum
a Menos
Ficha Técnica:
Título: Nenhum a menos
Título original: Not One Less
Ano: 1998
País de origem: China
Direção: Yimou Zhang
Roteiro: Shi Xiangsheng
Fotografia: Hou Yong
Elenco: Minzhi Wei, Zhang Huike, Tian Zhenda, Gao Enman, Sun Zhimei.
Ano: 1998
País de origem: China
Direção: Yimou Zhang
Roteiro: Shi Xiangsheng
Fotografia: Hou Yong
Elenco: Minzhi Wei, Zhang Huike, Tian Zhenda, Gao Enman, Sun Zhimei.
“Este
filme, protagonizado por atores amadores, com as falas, principalmente as
infantis, improvisadas, realça o realismo do enredo, que muitas vezes é a
perfeita tradução da própria existência dos intérpretes. O resultado é tão
criativo, rico e transbordante de emoção, que a obra conquistou o prêmio de
melhor filme do Festival de Veneza de 1999. Aliás, o segundo do diretor, que já
havia conquistado o Leão de Ouro por sua criação anterior, A História de Qiu
Ju.”(
Infoescola)
O filme demonstra as condições da educação na zona rural da China. A
história se passa na pequena e distante aldeia de Shuiquan,
um local extremamente pobre, árido, quase desértico. A escola
primária do local se apresenta precária, com recursos reduzidos, onde Gao, o
professor responsável pela escola, se vê obrigado a reservar um giz para cada
dia letivo.
Gao, em determinado momento, necessita se ausentar
durante um mês, para cuidar de sua mãe que está doente. O prefeito, não
consegue encontrar nenhum substituto que aceite trabalhar sob aquelas
condições. A única solução foi contratar
uma garota de 13 anos chamada Wei Minzhi. A garota cursou apenas o
primário não possuindo habilidades para ensinar aos alunos. Durante o
tempo em que permanecera na escola, que era também sua morada temporária, a qual
dividira com mais alguns alunos.
Preocupado com a grande evasão escolar, Gao instrui
a garota a não deixar que nenhum aluno abandone os estudos, prometendo-lhe 10
yuans extras em pagamento, caso encontre a mesma quantidade de alunos que
deixou. Perdida em meio às crianças, Wei faz tudo para manter os alunos na
escola.
Zhang Huike, um de seus alunos, filho de família pobre, endividada,
órfão de pai, é obrigado a deixar a escola e ir para a cidade trabalhar.
Inconformada e acreditando poder encontrar o menino professora inicia
o trajeto até chegar a desconhecida cidade. De repente, a garota percebe que
está sozinha tendo a fome e a solidão como companheiras. Wei se entrega a esse
resgate e mesmo passando por situações difíceis não desiste, conseguindo mais
do que esperava.
Abril Despedaçado
Abril
despedaçado
Ficha
Técnica:
Abril
Despedaçado.
País:
Brasil/Suíça/França,
Ano
de produção: 2001.
Duração:99
min.,
Gênero:
drama;
Direção
de Walter Salles,
Roteiro
de Walter Salles, Sérgio Machado e Karim Ainouz;
Elenco:
Rodrigo Santoro, José Dumont, Flávia Marco Antônio, Ravi Ramos Lacerda, Rita
Assemany, Everaldo Pontes e Othon Bastos;
Produção:
Arthur Cohn; Fotografia: Walter Carvalho;
Trilha
Sonora: Antonio Pinto.(Ribeiro e Barbosa, 2011
Abril Despedaçado (2001) foi inspirado no livro homônimo do escritor
albanês Ismail Kadaré, que narra um processo de vingança existente há séculos no norte da Albânia, no
qual famílias inteiras exterminam-se, guiadas pelos códigos de honra
estabelecidos pelo Kanun, “um
complexo código em forma de livro, cujo conteúdo é mais poderoso do que as leis
oficiais. Sua lei máxima é uma lei ancestral: sangue se paga com sangue.” (LIMA, 2008, apud MONTEIRO, 2014, p. 2).
O livro foi adaptado por Walter Salles para as tradicionais guerras de
sangue entre famílias nordestinas, que também se exterminam por ganância,
disputas de terras e de poder local, existentes historicamente no Brasil, na
ausência da ação do Estado. A
cobrança de sangue se dá entre a família dos Breves e a dos Ferreiras. Os
Breves são latifundiários ligados à monocultura da cana de açúcar, que entrou
em decadência com o fim da escravidão no final do século XIX (LIMA, 2008, apud
MONTEIRO, 2014). Os Ferreiras, seus rivais, são latifundiários em expansão,
criadores de gado, portanto, com uma posição social mais elevada.
Abril despedaçado se
passa entre fevereiro e abril de 1910, em Riacho das Almas, um lugarejo no
interior do Nordeste Brasileiro. O filme traz a tona, o conflito vivido por
duas famílias do interior do nordeste (Breves e Ferreira), devido a uma disputa
que vai além da luta pela posse de terras. Uma guerra que se perpetua por
várias gerações. Nessa história são apresentados valores que definiam a honra
ou não das famílias, nesse local haviam leis próprias diferenciadas do resto do
país, era a “lei do olho por olho”.
Tonho, personagem
vivido por Rodrigo Santoro, tem seu irmão mais velho morto, e se sente
angustiado, pois como já era regra quando a mancha de sangue na camisa
amarelasse deveria vingar a morte de seu irmão.
Sabendo que será
marcado para morrer, Tonho cumpre com sua obrigação e mata o assassino. Em meio
a essas angustias passa a questionar essa tradição da qual se torna refém. No
contexto da história percebe-se a pobreza do sertão e a exploração. Para sua
sobrevivência, a família produzia e comercializava rapaduras, onde o dono da
venda pagava menos do que o produto valia.
O
filho mais novo chamado de “Minino”, pois não possuía nome, era forçado pelo
pai a trabalhar, apanhava, era proibido de brincar, e presenciou o assassinato
do irmão, evidenciando a violência contra a infância. Foi ele, no entanto, que
libertou Tonho da morte e provocou a ruptura da tradição de sangue entre as
famílias, com sua própria morte, uma vez que era a consciência libertadora, no
filme. Era ele quem narrava o filme, questionando aquela tradição insana e
estimulando ao irmão a fugir, como Tonho não o fez, ele ocupa o lugar do irmão
e é, por engano, assassinado em seu lugar por um Ferreira. Como o código de honra prescreve que a
vingança só pode ser feita contra aquele que matou, produz-se a ruptura na
entre as famílias.
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